14 de março de 2019

Movimento maker: 5 tendências de produtos criativos

As tendências de produtos criativos do movimento maker

Você é empreendedor criativo, faz e vende os seus produtos? E (ou) levanta a bandeira do consumo consciente e com significado? Graças ao movimento maker a onda do faça você mesmo, venda você mesmo e compre de quem faz tem ganhado força e os produtores makers tem ganhado espaço em feiras e lojas colaborativas. Hoje a gente te conta quais as principais tendências que estão pipocando nesses espaços criativos!

Introdução

O movimento maker transformou a nossa relação de consumo e tem ganhado força seja aqui em nossas terras tupiniquins, seja internacionalmente. Durante uma viagem pela Califórnia, Rafa Cappai visitou a feira Markers Arcade e fisgou as cinco tendências de produtos vistas durante o passeio. As tendências e uma breve introdução aos impactos do movimento maker na economia criativa e local, você confere neste post!

O que é o movimento maker?

Vale do Silício, inovação, garagens. Universo digital, facilitações, tecnologia, inovação, estímulos. Proposta de soluções e resolução de problemas de forma autônoma.

Quando a gente fala de movimento maker estamos falando exatamente desse movimento da atualidade onde pessoas comuns como eu e você podemos simplesmente optar por criar, inventar, construir, concentrar, protótipo, modificar produtos com as nossas próprias mãos. O movimento que começou no Vale do Silício, entre os anos 60 e 70 e os famosos inventores de garagem, como Elon Musk e Steven Jobs, fazem parte desse movimento do faça você mesmo. Hoje quando se fala de movimento maker não nos limitamos só em destacar as invenções promissoras em tecnologia e inovação.

O movimento maker nasceu pós-revolução industrial, no momento em que pessoas revertem a ordem de produção manufaturada e dominam o processo criativo, criando, inventando e inovando nas mais diversas áreas. De impressora 3D a petiscos orgânicos para PETs, o movimento maker está se expandido e dando o que falar, dando autonomia e empoderando pequenos empreendedores e grandes inventores. Houve, portanto, a redemocratização das ferramentas de produção e do acesso a inovação, deixando um pistas no ar de uma nova revolução industrial, que marca essa retomada dos meios produtivos, criativos e tecnológicos.

Seu avós com certeza já devem ter contado histórias sobre coisas que criaram para facilitar um trabalho ou coisas que criaram pra brincar durante a infância, num já?! Pois é. A cultura do “faça você mesmo” foi perdendo suas forças devido as inovações trazidas pela industrialização, mas aí chega o movimento maker com um ativismo de reverter essa lógica de produção e também de consumo.

Puxando a sardinha para a economia criativa e economia local, o movimento maker impulsionou a possibilidade de pequenos empreendedores lançarem suas ideias e venderem seus produtos, atingindo um público que se conecta com aquilo que estão oferecendo e criando um fluxo de vendas e comunicação sem intermediação, trazendo maior fluidez e propósito a relação cliente e vendedor. Isso não é demais?

Atualmente empreendedores makers têm em mãos diversas formas de colocarem seus produtos no mundo, seja através da Internet, seja em feiras markers, lojas colaborativas e no boca a boca. A facilitação dessa conexão direta entre quem vende e quem compra é algo poderoso e realmente transformador! Você já parou pra pensar?!

3 impactos gerados quando se compra de quem faz

Quando compramos de quem faz estamos nos relacionando e negociando com a pessoa que pensou em cada parte do processo até que o produto estivesse ali, prontinho pra você.

Produção em curta escala, maiores critérios de qualidade, mais propósito e conceito na hora de criar, certamente esses são algumas das características de um produto feito por um empreendedor maker e ao estimular a economia criativa, comprando de quem faz você estará contribuindo para que três impactos pralá de positivos aconteçam!

Quais são eles? Dê uma espiadinha agora!

#1 Reversão da lógica de consumo

Você já trocou o almoço numa rede de fast food pelo almoço num restaurante de gestão familiar?

Já comprou um artesanato da sua vizinha, pra presentear uma pessoa querida, ao invés de dar um vale presente de um fast fashion?

Ou quem sabe visitou uma feira maker e comprou objetos de decoração direto com o artista?

Escolhas como essas são algumas ações que revertem a lógica de consumo e trazem pitadas generosas de conscientização para o processo de compra e venda.

#2 Fomento da economia local

Comprar diretamente de quem faz, contribui para que a economia local se fortaleça e o dinheiro passa a circular pelos arredores, fazendo aquecer negócios locais.

O dinheiro, sim, ele! Uma poderosa ferramenta que podemos escolher em quem e como investir. Como você tem feito seus investimentos?

#3 Valorização do empreendedor

A experiência de comprar diretamente de quem faz é impactante!

É criado um laço direto entre a pessoa que o idealizou e a pessoa que o levará pra casa. O processo de venda não se limita na relação fria entre uma pessoa jurídica, um CNPJ e uma pessoa física, mas ganha valorização, humanização, significado!

Por isso comprar diretamente de quem faz é consequentemente valorizar e empoderar um produtor local! <3  

Como é processo de compra e venda com significado?

Se você tem um negócio e expõe seus produtos em feiras makers e na internet já deve ter experienciado os impactos gerados nesse contato de venda direto com sua audiência.

O contato direto com o público, seja pessoalmente ou online, contribui pra que a venda não seja simplesmente uma experiência de escolha, compre e pague.

Como criar um processo de venda com significado? Gere valor!

Você pode se conectar com sua audiência através da geração de valor produzindo conteúdo, estimulando conversas, chamando sua galera pra perto, mostrando seu processo criativo, criando um ecossistema dinâmico e criativo, que ultrapassa a relação vendedor e comprador.

Agora que você já conhece um pouco sobre a história do movimento maker, como ele repercute positivamente na economia criativa e local e descobriu os impactos positivos trazidos pela relação direta entre makers e seus públicos, chegou a hora de espiar as cinco categorias de produtos makers que estão pipocando em feiras e exposições de empreendedores criativos mundo a fora. Vamos lá? 

Movimento maker: 5 tendências de produtos criativos

#1 Produtos com nicho muito específico

Que movimento maker expandiu nossas possibilidades criativas, a gente bem sabe. Mas o grande impacto está mesmo em conectar demandas específicas a negócios que existem para supri-las! 

Na Makers Arcade, Rafa Cappai conversou com uma maker especializada em criar gravatas para o público feminino. S-I-M! Um negócio criativo extremamente nichado que se conecta com uma galera de um recorte bastante especifico.

O movimento maker abre espaço para ideias inovadoras, criativas e nichadas, sim senhor!

#2 Produtos que incluem ação social, propósito e que externalizam paixões

Produtos que representam o desejo de expressão das minorias, de causas sociais, de paixões e propósitos estão ganhando espaço em feiras makers e lojas colaborativas.

Produtos que não são só produtos, mas sim carregam mensagens, expressões, propósitos que trazem críticas sociais, questões políticas e socioambientais.

#3 Produtos orgânicos e naturais

Será uma tendência ou uma pós-tendência?

Sendo um ou outro os produtos naturais e orgânicos são presença garantida em feiras makers e na Makers Arcade não poderia ser diferente. Durante o passeio pela feira, Rafa Cappai conversou com alguns empreendedores que durante o papo contaram que suas ideias de negócio surgiram de uma necessidade de consumir produtos livres de insumos químicos e artificiais.

Os makers estão liderando esse movimento, buscando criar soluções com recursos naturais e que não prejudicam a saúde de quem os consome.

#4 Produtos “faça você mesmo”

O querido D.I.Y está dando o que falar!

Ao invés de entregar o produto final, empreendedores makers estão propondo que a experiência do seu cliente seja completa. Através de kits com materiais, instruções de montagem e um convite a criatividade, esses empreendedores estão buscando transformar a relação dos seus clientes com os produtos que vão consumir. Tornando essa experiência mais personalizável e divertida!

Agora levando a quarta tendência para a realidade do seu negócio: pense se no universo do seu negócio você consegue desenvolver um produto-experiência, que permita que seu cliente intervenha e customize?

#5 Produtos que surgiram por uma necessidade própria

Muitos dos produtos naturais e orgânicos, a tendência número 3, começaram a ser desenvolvidos pela necessidade do empreendedor. Uma reação alérgica aos produtos químicos, um desejo de consumir produtos mais naturais ou até mesmo um ímpeto alquimista de criar algo gerasse bem estar, fizesse bem para o corpo e para o meio ambiente.

Seu negócio surgiu de uma necessidade pessoal? Pois saiba que essa é uma tendência fortíssima entre os makers! 

Quem nunca ouviu falar de um empreendedor que começou seu negócio porque fazia algo pra si mesmo? E aos poucos as pessoas começaram a pedir encomendas e o que antes era só uma produção pra fins próprios foi tomando forma de negócio. Muitos negócios começam assim, de uma necessidade pessoal que se conecta com a necessidade dos outros.

Conhece alguém que começou um negócio assim? Então conte pra essa pessoa que ela está na crista da onda das tendências makers! Rs

Entrevista com a criadora da Makers Arcade

Além de ficar de olho nas tendências de produtos makers, Rafa Cappai puxou uma conversa elegante e sincera com Rebecca Chase, criadora da Makers Arcade. E esse papo rendeu mais alguns insights imperdíveis sobre o movimento maker. Para conferir o episódio do #NaveViaja na integra e o bate-papo com Rebecca Chase, é só dar o play:

O que a gente quer é apoiar os criadores locais, mas também criar uma experiência que fomenta a comunidade e conecta. ~ Rebecca Chase

Conclusão

Fazedores, uni-vos! Criem, se conectem, compartilhem, se ofereçam pro mundo! A expansão do movimento maker e do propósito em consumir conscientemente está aí e vocês já têm tudo que é preciso pra criar produtos com um lastro de autenticidade e significado. Você faz parte da revolução!

E agora chegou sua vez de pitacar: o que você achou das tendências que salpicaram na Arcade Makers e que pincelamos nesse post? Qual delas você acha que tende a ganhar mais espaço nesse mercado maker?

A gente se vê nos comentários!

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