Autenticidade: 6 desafios pra encontrar sua voz!

E os insights indispensáveis de James Victore pra encará-los rumo a uma vida e trabalho com mais autenticidade.


Alguns ousam dizer que alcançar a autenticidade é encontrar no meio do caminho também a tal da felicidade. Mas essa relação de autenticidade, logo, felicidade, acaba ocasionando um processo de auto-crítica que pode paralisar. Você já se sentiu assim? Nesse mundão globalizado ainda há espaço pra autenticidade? E não só isso, ainda temos vias a serem exploradas a partir de uma rota traçada de um jeito 100% autêntico?

Pra conversamos um pouco sobre isso, convidamos o designer, mentor e escritor James Victore pra falar sobre como ser mais autêntico e trazer nossa voz pro mundo através de histórias consistentes que não nos limitam, e sim trazem pro mundo a nossa melhor versão!  

Quer se (re) encontrar com sua voz? Esse papo é pra você, vem: 

Como encontrar a minha autenticidade?

Au.ten.ti.ci.da.de

 Subs. Feminino, Qualidade do que é autêntico, verdadeiro. (Dicionário Aurélio)

 Os desafios que você encontrará nesse post possivelmente já te contaram algumas mentiras sobre sua autenticidade. Que atire a primeira pedra quem, depois de ler essa lista, descobrir que nenhum desses desafios já dificultou ou ainda tem trazido dor de cabeça pra você entregar sua verdade pro mundo.

Mas quando dizemos em encontrar sua voz, você não tem que sair pra qualquer lugar e procurar por ela. Porque ela está dentro de você. Sempre esteve. Você tem que aceitar isso.


Durante o papo, James Victore soltou pílulas indispensáveis pra quem está prestes a dar um tchibum e mergulhar em si, em busca da sua voz, sua verdade. 

Os desafios desse processo existem e resistem, precisamos falar sobre eles! Mas pra deixar sua autenticidade florescer é preciso driblá-los. Tudo pronto pro mergulho?


1. Frustração Criativa

Como esse primeiro desafio tem te impedido de criar coisas incríveis?  Ele desencadeia outros desafios e incertezas com relação a própria voz!

James Victore, durante o papo, comentou sobre a relação da nossa frustração criativa com nossa mania de se comparar, buscando exaustivamente a perfeição mas não baseada numa visão de dentro pra fora, mas sim de fora pra dentro, numa incessante busca de atingir um nível de perfeição, talento, criatividade, baseado na grama do vizinho.

E eu também acho que esse lance de comparação significa que nós aspiramos um nível de perfeição e isso é exaustivo.

E Victore com tranquilidade nos apavora, trazendo a realidade de todo processo criativo: por mais que tentamos fazer o trabalho perfeito, ele nunca será.  

Quantas vezes você já sentiu que no seu trabalho faltava um pouco disso, um tanto daquilo e na busca incessante por se adaptar a autenticidade do outro, do mundo exterior, você brecou todas as possibilidades de dar um mergulho naquilo que é importante pra você e pro seu negócio?

A busca pela perfeição é a frustração na certa! Deixa seu trabalho livre dos moldes dos outros. Olha pra dentro e vai!


2. Resistência Criativa

E aí, com toda a carga de frustração gerada pela comparação, te levam a resistência criativa!

Você resiste em agir porque ainda não é a boa hora. Resiste em criar porque não se sente pronta. Resiste em fazer, porque não se acha bom suficiente.

Com relação a resistência criativa, James Victore foi papo reto, sem lenga-lenga: FAÇA! Aquilo que não se sente bom suficiente, faça, crie, se apaixone pelo processo.

Não, eu nunca digo “Estou experimentando isso.” Sempre mergulho de cabeça nas coisas.


3. Medo

O medo! Parece que ele está em todos lugares! Inclusive aqui, impedido a gente de assumir nossa voz e se conectar com a autenticidade.

Mas colocá-lo de lado não é algo que se faz de uma hora pra outra. Medo de reprovação dos clientes, medo de fazer mudanças bruscas, medo da precariedade. Como lidar com eles? James Victore é curto é grosso e te manda um pitaco:

Apenas diga as pessoas como você quer viver sua vida! Diga a eles o que pensa. O que significa: como lidar com você.


4. Síndrome do Impostor

Quantas vezes você viu um projeto criado por você e não achou bom o suficiente? Quantas vezes se sentiu desconfortável sendo elogiado por algo que criou?

Essa auto sabotagem é como uma venda tampado toda a sua oportunidade de enxergar e também depositar autenticidade naquilo que você faz.

Ainda mais quando falamos de trabalho criativo, a sensação de estar em um lugar “não merecido” é bem comum.

Você deve estar se lembrando aí da última vez que questionou o resultado daquilo que fez, não tá?!

Então, James manda a letra pra você:

“Olha, se você acha que está fazendo um mau trabalho a única resposta é continue fazendo esse mau trabalho, porque eventualmente vai virar um bom trabalho. Depois um ótimo trabalho. O único caminho é continuar fazendo.”


5. Perfeccionismo

A perfeição impede de começar

Essa é uma das citações mais marcantes do papo. Quando a perfeccionite aguda ataca damos de barato a delícia de se experimentar e testar ideias, acreditando –sabe de nada inocente – que a perfeição vai chegar, que aquele é o último ajuste, que o arquivo é a última versão, que aquela é a última revisão e a tal “versão final” nunca chega.

Você já disse que uma das suas qualidades era ser perfeccionista?

E se você trocasse a lente que enxerga essa “qualidade”? E encontra-se nessa mudança de perspetiva algo que tem colocado no mute a sua voz? Pois é.


6. Filtrar Referências 

Perguntamos ao James como era “encontrar a nossa voz na prática” e pra falar sobre como atingir a autenticidade, ele falou sobre referências.

No início do post a gente te perguntou se ainda havia espaço pra criar coisas cem por cento autênticas e aqui daremos caldo pra sua reflexão.

Mundo conectado, informações compartilhadas, nichos de interesse conectados, inspiração e referências por toda parte! Porém, repetir o que vem de fora não te levará a sua autenticidade.

Diferentes pessoas tem diferentes ideias de inspiração.

Hoje você se considera um criador ou um replicador? E como consome suas referências? O que te inspira?

Filtrar as referências é um desafio pra criar uma vida e trabalho autênticos pois temos de bandeja diversas fontes pra consumi-las e esquecemos do primordial, o olhar pra dentro e encontrar referências naquilo que verdadeiramente te mantêm ativo e vivo e isso pode ser, inclusive, uma ida a feira ou visitar uma pessoa querida. A autenticidade vem daí, dos pequenos detalhes e momentos que constroem a sua história, a história de um criador!


👉 Você tem levado um pouco (ou um tantão) de si pro seu negócio? Como tem sido a experiência? 

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